A saudade é uma coisa estranha. Tem vezes que temos saudades saudáveis, daquelas que dizemos “ah que saudades” com um sorriso bobo e ar nostálgico, quando lembramos de um tempo, de um fato ou uma pessoa. Outras vezes, porém, ela fica ali roendo, como um bichinho de dentes afiados, fazendo a gente lembrar de coisinhas pequenas que não temos – o jeito de falar de alguém, um beijo, um cheiro, um momento que não voltará, mas ainda desejamos para nós. Existe algumas saudades que parecem que podem até matar, quando pensamos em uma perda que é perda total, ou seja, algo que jamais teremos novamente, e que desejamos de forma absolutamente intensa, que queremos, queremos, queremos, mas nos é negado. Essa saudade pode sufocar, fazer sentir que perdemos tudo. Mas, depois de um tempo, pensamos na saudade que temos de coisas que ainda não aconteceram, desejos que podem ser realizados e que também deixarão saudades quando o momento passar. Essa é a hora em que a saudade que podia matar se torna um bichinho roedor, e quando começamos a viver outras coisas e realizar alguns daqueles desejos, ela pode se tornar uma saudade saudável. Até que venha uma nova saudade daquelas que podem matar, pra começar tudo outra vez.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
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1 comentários:
Saudades gigantes....
:)
Bjssss
Nessa, Duda e Thiago :D
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